terça-feira, 30 de novembro de 2010

É!

Porque amor é assim...
É sentir com sentido figurado.
É perder a memória,
Não se lembrar como você era antes.
É não saber como respirar,
Perder o fôlego.
É como voltar a ser criança,
Quando acreditamos que não existe o impossível.
É ter medo
É ser coragem.
É artigo indefinido.
É cheiro, gosto e som.
É inexplicável, imensurável.
Porque o amor é assim...
O amor simplesmente É!

sábado, 6 de novembro de 2010

Como eu quero


É que ultimamente tenho uma querência cada vez maior de poder estar com você. Pra poder ver esse sorriso lindo que ilumina, sorriso dos olhos, sorriso bandido que me deixa completamente refém. Poder brincar como criança que não vê o tempo passar. Ficar bem juntinho vendo na TV um filme surrado de sessão da tarde. Quero poder te chamar pra ‘fazer nada’ comigo. Quero sonhar contigo um futuro só nosso, com direito a filhos correndo pela casa, quem sabe um cachorro, um papagaio e um periquito. Quero poder dizer minhas milhares de abobrinhas e ver você sorrir da minha cara, pensando sei lá o que sobre tudo aquilo. Quero poder sentir aquele cheiro bom que só você tem. É tanta querência que não dá nem pra numerar. Quero poder dormir depois de um dia difícil e quando abrir meus olhos ver que tenho você do meu lado e que por isso tudo vale à pena. Poder te beijar de surpresa. Ver você sem saber o que fazer quando começo a chorar por alguma besteira qualquer. Sentir o seu calor me esquentar nos dias mais frios. Quero poder quase ter um troço quando você sussurra um ‘Eu te amo’ no meu ouvido. Quero aprender a cozinhar junto com você para podermos sair da fase comida de microondas. Quero lembrar de você em todas as canções do rádio. Uma querência de não ter que sentir sua falta mesmo estando ao seu lado. Quero poder escrever coisas bem gays pra você. Escrever sem vírgulas ou parágrafos e mesmo assim ouvir você dizer que ficou lindo. Quero poder te dar meu amor por completo, amor bem grande que eu nunca senti por ninguém. Quero tudo isso, quero mais, quero mesmo, quero tanto que vai acontecer.

[Postagem feita no dia 15 de junho de 2010  no http://noseuouvido.blogspot.com/]

Tempo

Tudo é uma questão de tempo...
Tempo passado,
Tempo presente,
Tempo futuro.
...
Muitas pessoas vivem saudosas, revivendo o que passou.
Outras vivem de imaginação, tentando descobrir o que lhes reserva o tempo.
Mas poucas, poucas mesmo, vivem do presente, fazendo da sua vida o agora.

Pessoas que vivem o presente sim são sábias, porque aprenderam que o mais importante da vida é vivê-la.
Viver uma vida onde não se adia o que precisa ser feito, o que precisa ser sentido.
Pessoas presentes fazem sempre o que mais se tem vontade.
Esse tipo de pessoa não vive de expectativas,
Esperando que o outro seja como ele precisa,
Esperando as coisas acontecerem,
Esperando respostas,
Esperando.
Pessoas presentes não esperam,
Não cobram,
Fazem as coisas acontecer,
Criam suas próprias respostas,
Vivem o essencial.
Pessoas presentes sabem que é tudo uma questão de tempo...
...De como você vive o seu tempo.
 
 
 
[Postagem feita no dia 16 de junho de 2010  no http://noseuouvido.blogspot.com/]

Guardadora de segredos

Uma voz séria dizia pra mim
Vai lá e faz esse carrossel girar
Se aventura do mesmo jeito que em seus sonhos
Pula do abismo porque você tem asas
Diga “Eu Te Amo!” a todos que você amou.
Escreve um livro com tudo aquilo que você tem guardado.
Vai, anda, pula, corre, voa, desabrocha.
Abra todas as portas e deixe o que há de bom entrar.
Plante uma árvore, faça um filho.
Aumente o volume do som.
Varra os problemas pra rua.
Ela falava sem pausas.
Parecia não respirar
Essa voz que falava tão depressa, tão intensamente.
Que sussurrava pra mim meus desejos mais secretos.
Me afagando com suas palavras.
Esse voz tão sincera.
Essa voz era eu.


[Postagem feita no dia 3 de julho de 2010 no http://quandoselembrardemim.blogspot.com/]

terça-feira, 16 de março de 2010

Que seja doce!

Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira soltas no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante (...)


Caio F.

sábado, 13 de março de 2010

Tempestade

A manhã prometia uma grande tempestade. O dia estava nublado, não só o céu.

As horas se passaram o fim do dia chegou e o prometido não aconteceu. Não como eu esperava. Na verdade o céu virou o palco. Palco para um show de cores, de vida. O céu estava realmente lindo. Era um céu tão azul. Era um céu azul, rosa, verde, lilás, azul de novo. As nuvens moviam-se como numa corrida onde todas queriam ser donas do primeiro lugar.

Nesse céu pássaros brincavam, fazendo uma dança no ar. Todos seguiam o líder, todos fazendo suas acrobacias. Todos menos um. Ele simplesmente fazia tudo diferente, ‘nadando’ contra a correnteza. Ele parecia eu.

O céu do dia estava dando lugar ao céu noturno, as luzes se acendendo, as luzes das estrelas. E uma janela, só uma, foi necessária para que eu fosse presenteada com esse magnífico espetáculo. A noite chegou e com ela veio você, colorindo minha vida, com um sorriso de olhos que é só seu.

A manhã prometia uma grande tempestade, a tempestade veio, uma tempestade de amor, de felicidade, de alegria.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Há tempos

Era possível ver que ela estava para explodir, tentando segurar tantos sentimentos que estavam guardados há tempos.
Seu corpo se mexia sem parar, seguia as aceleradas batidas do coração.
Sua respiração estava descompassada, parecia que acabara de correr uma maratona.
Seu corpo estava todo arrepiado, mas como, se ela era puro calor.
Sua mente parecia estar voando, flutuando, perdida naquele breu.
Seus olhos diziam que o que ela queria, mas que não sabia como. Mostravam todas as dúvidas e hesitações. Seus olhos eram só desejo. Eles olhavam para todos os lados, direções. Eles pareciam estar procurando tudo àquilo que ela sabia, procurando todas as respostas, procurando o caminho, procurando o segredo, procurando um universo, procurando sem saber o que procurar.
E o silêncio, Ô silêncio.
O silêncio que faz tudo tão mais intenso.
E o sorriso, sim ela sorria.
E o vento que corre lá fora.
E o tempo que passa aqui dentro.
Ela estava para explodir.
Só faltava uma fagulha, a fagulha veio.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Ainda escrevo um sonho pra você

Você estava ali ao meu lado
E naquele momento
Resolvi que iria escrever um sonho pra você.
Um sonho do tipo bom!
Onde até os erros fazem bem,
Onde as falhas tornam tudo mais interessante,
Onde tudo é possível,
Um sonho onde o dia inteiro é como o pôr-do-sol.
Resolvi escrever
Um sonho só seu, misturado com o meu.
Resolvi escrever um sonho pra você e um sonho pra mim,
Não consegui.
Pois quando estou com você quero sempre estar acordada,
Para não perder nenhum segundo do meu sonho que já é real.

Por você

segunda-feira, 1 de março de 2010

“Um dia começa um texto e deixa eu terminá-lo?”

Você me fez um pedido, mas é tão difícil. Começar para você terminar. Escrever um texto junto é pensar junto. Eu queria começar algo tão bonitinho para você terminar e deixar perfeito. Como é difícil.

Vou escrever sobre o estar junto ou sobre como é quando não estamos juntos? Vou fazer um jogo de palavras ou colocar todas as palavras em jogo? Explicar tudinho ou deixa nas entrelinhas? Responder as perguntas ou fazê-las? Escrever muito ou só o básico? Ficar na dúvida ou decidir logo o que escrever?

Esse seu pedido é bem difícil, mas prometo que começo um texto pra você terminar.

Um escritório qualquer

Arrastar de cadeiras. Conversas soltas. Grampeadores, clipes e papéis. Música ambiente em meio ao barulho do ambiente. Céu azul sem nuvens.Pensamentos em você. 

Telefones tocando, tocando, tocando, tocando. Copiar, colar, salvar. O sol brilha lá no alto. Pedidos, entregas, protocolos, regulamentos. Recados anotados. Papeladas. Risos, gargalhadas. Repetição, repetição, repetição, repetição, alienação. Tarde infinita que tarda a passar. Elevadores, porteiros, doutores. Pensamentos com você.

Pessoas andando, correndo nos corredores. Dúzias de pausas para o cafezinho. Discussões, reuniões. Processos, cadastros, vários passos. Olhar pela janela. Almoxarifado, correio, remessas. Pensamentos por você.

Abrir email, montar planilha, entregar relatórios. Movimentos automáticos, inconscientes. Descer escadas de incêndio mesmo quando não há fogo. Impressão, fotocópia, reimpressão, digitação. O dia está começando a virar noite. Dezenas de post-its. Serviços de última hora. Pensamentos pra você.

Crachá, fila, bater o ponto. Fim de expediente. Agora não preciso só pensar.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Bandeira branca

Acordou antes do Sol, só pra poder vê-lo nascer num dia novo.
No rádio, já ligado àquela hora, tocava uma canção daquelas que se pode sentir.
E o calendário conta o tempo que falta, conta o tempo que passou.
Volta pra cama para roubar o calor que ainda lhe resta.
Bebe um suco, fuma seu cigarro com leves tragos.
O relógio ainda marca as horas.
A parede descascada ainda espera uma mão de pintura.
As cobranças se acumulam na caixa do correio, todos os tipos de cobrança, cartas de mãe.
O telefone toca, mas ninguém vai atender.
As torradas estão prontas só que a geléia acabou.
Levanta.
Senta com papel e caneta.
Escreve mais um drama pessoal, um conto, uma receita de bolo, uma novela mexicana, um folheto promocional, um tratado sobre a paz mundial, um diário sobre sua melhor amiga.
Lê a manchete do jornal que acabou de chegar.
Abre o guarda-roupa para ver o que vestir.
Piscar de olhos, respiração.
Banho frio, cabelos penteados.
Malas prontas, onde está mesmo a passagem?
Trânsito, congestionamento, estresse, palavrões, aeroporto, carregador de bagagens, check in, longa fila, espera, fila de espera, segurança, detector de metais, tudo rápido, atraso.
Chega correndo, te olha, você sorri.
Malas jogadas ao chão.
Tudo voltou a ter sentido.
Longo abraço... beijo...
Fazer as pazes é muito bom.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Pontue você o som da canção

Todos se moviam como se fossem uma canção
Os corpos inertes dançavam
Era um vulcão de emoções
Emoções vivas
Guiadas pela alegria
Que iluminava o dia
Ações coloridas
Dedos dançando pela máquina de escrever
Movimento espontâneo
Momentâneo
Seqüências descabidas de tanto cabimento
Devaneios delirantes
Pura divagação
Indo tão rápido
Cores cintilantes
Voar
Andar
Sambar
Ela sorri
Ele está encantado
A princesa e o príncipe
Sem a parte do conto de fadas
Aquilo é real
Delírios
Suspiros
Tremores
Suores
Calores
Céu de estrelas
Ser meu só meu
Muitos minutos
Sentidos os segundos
Baús do tesouro
Que não guardam apenas ouro
Teclas de piano
Pretas brancas
Melodias surreais
Transcendentais
Que dão vontade de gritar
E colocar todas as coisas boas pra fora
Pra respirar
E compartilhar
Todo esse amor
Inventando
Um blues-rock-samba-pop
Correndo atrás das bolhas de sabão
Como uma criança
Que não tem nada a perder
Viver sabendo
Que ainda temos uma vida toda pela frente
Saldo zerado no banco
Mas e daí
Vamos pular
Brincar
Sair
Uma duas três paginas
Viu você consegue
Vamos rodar
Até ficarmos tontos
Pintar nossos rostos
Com carinha de animais
Amigos irmãos de coração
Onomatopéias
Fingir ser gente grande
O sem nexo consegue conjugar verbos muito mais que perfeitos
Rodando no carrossel
Vendo você sorrir
Seu olhar sorrir pra mim
Uma mãe diz para o filho: Eu te amo
Gols campeonatos comemorados
Várias coisas perdidas achadas
E ouvindo essa canção a vida fica menos chata

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Nem o maior dos poetas

É um sentir tão grande.
É imenso,
É intenso,
É insano,
É,
E não se permite explicar.

Um sentir incomensurável
Um sentir,
Que nem o maior dos poetas,
Conseguira [d]escrever.

Ele é tão grande que vira gente.
Você deixa de SER e vira o SENTIMENTO.
Um sentimento que desconhece a existência do tempo,
Que faz o resto do mundo desaparecer.
O sentimento que sou EU vive por tudo que é VOCÊ.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Porque os olhos não têm fim

É tão bom... Posso ficar a vida inteira só te olhando, um olhar de três. Três segundos para seu olhar fugir do meu.
É tão bom... Ficar olhando sua vergonha que eu não entendo. O brilho dos seus olhos sorrindo.
É tão bom... Tentar decifrar o que eles estão me dizendo. Seus olhos coloridos.
É tão bom... Ler seus sinais. Sinais de pressa, ansiedade, impaciência... Outros tantos sinais.
É tão bom... Ver seus olhos de tantos porquês. Ver no escuro, quando ninguém mais vê.
É tão bom poder abrir meus olhos e ver você.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa.
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.
Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente.
Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.
É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.
Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.
Quando se deseja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago.
...e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele,
vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco.
Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.
Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria.
Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?
Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava.
... e é assim que se rouba um coração, fácil não?
Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!
E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... é simples... é porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.

Luís Fernando Veríssimo

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Diferente de tudo que existe


Mexendo nas gavetas encontrei uma mensagem que recebi em um dos meus aniversários. Mesmo sem pedir permissão vou ‘roubar’ um trecho, transcrevê-lo logo abaixo.

“Eu queria escrever pra você uma mensagem bem legal!
Diferente de tudo que existe, que ao ler, seu coração pulasse mais rápido, seus olhos brilhassem mais e seus lábios expressassem o mais lindo sorriso;
que te deixasse mais feliz e realizada, queria encher sua vida de estrelas e flores...
É muita pretensão, eu sei, mas eu queria mesmo.”

Pode ser que seja mesmo pretensão, mas eu também queria escrever tudo isso pra você. Parar de usar carinhas (: no lugar de todas as palavras que deveriam ser ditas, apenas ditas. “Deixa eu te dizer o que penso. Diga-me o que pensas.” Falando assim, parece tão simples, na verdade deveria ser. [Não coloco mais as mãos no rosto, mas mesmo assim continuo sem entender, você fala pelas entrelinhas, às vezes, não consigo ler.]
Continuei olhando textos e um do Caio F. eu encontrei...

"Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou (...)”

... Ele disse em meu ouvido que não preciso de pretensão; que escrever não é preciso. Porque os sentimentos são assim, todos imprecisos, sem receita ou jeito certo. Não posso escrever algo “diferente de tudo que existe”, mas posso te convidar pra viver comigo algo “diferente de tudo que existe”. Você vem?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

domingo, 31 de janeiro de 2010

Relógio sem horas

Uma praça redonda, verdinha, florida, colorida. Chuva fina, garoa. Jardineiros fazendo seu trabalho, deixando tudo mais bonito. Carros, bicicletas, ônibus e motos cada qual seguindo seu caminho.

Uma garota triste sentada na calçada ao lado de seus sapatos. Ela olha para o tempo e parece que ele olha de volta pra ela. Ela parece perdida, num momento de reflexão, pensando em todas as coisas da vida e vendo um pouco da vida passar. Tudo lá fora passando depressa.

Seu coração marca o tempo.

Quando seu coração sorri e transborda de amor tudo parece passar tão rápido, em pequenos flashes. Mas quando seu coração chove por causa da tristeza, da saudade, da lembrança, tudo passa em slow motion.

Seu coração não tem ponteiros, nem areia de ampulheta, mas ele controla o tempo, todo o tempo.

A garota triste descalça na calçada abre um sorriso para todos os que passam, ultrapassam. Algumas vezes escuto o tic tac do seu relógio. Estou vendo seu filme em quadros.

Os pássaros cantam uma sinfonia de alegria, a garoa continua a cair, os carros nunca param de passar, a pessoas passam pela garota que tem um triste olhar. Uma pequena história diz que “tudo vai passar” e realmente passa.

Da minha varanda vi uma praça, jardineiros, uma garota, pessoas. Da minha varanda vi o tempo, eu também estava descalça.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Olho mágico

Seus olhos eram mágicos.
Olhos que contam histórias,
Que mudam de cor.
Olhos que parecem labirintos.
Seus olhos são misteriosos,
Tem o poder de confundir.
São olhos que falam mudos,
Que te dizem tudo.
Olhos castanhos, verdes, azuis, vermelhos,
Olhos tão profundos.
Olhos navegáveis.
Seus olhos são místicos,
Eles têm o poder de me enfeitiçar.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Escrita com B

Bobo sorriso, bobo
Balançar de cabeça
Bochechas vermelhas
Morrendo de vergonha
De vergonha escrita com bê

Eu também quero postar Caio F.

“Tenho me confundido na tentativa de te decifrar, todos os dias. Mas confuso, perdido, sozinho, minha única certeza é que de cada vez aumenta ainda mais minha necessidade de ti. Torna-se desesperada, urgente. Eu já não sei o que faço. Não sinto nenhuma outra alegria além de ti. Como pude cair assim nesse fundo poço? Quando foi que me desequilibrei? Não quero me afogar: Quero beber tua água. Não te negues, minha sede é clara.”

Caio Fernando Abreu.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Head Over Feet

sábado, 16 de janeiro de 2010

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Existe razão nas coisas feitas pelo coração?


Um casal de velhinhos, está junto faz mais de cinquenta anos. Ele é calma, manso, fala por meio de charadas. Ela adora sair, de preferência para ir ao médico. Ambos apressados e teimosos. Tem um ditado que diz: “Dois bicudos não se beijam”, no caso desses dois, não se beijam mesmo. Velhinhos e bicudos resolveram fazer uma ‘aposta’, decidiram ver quem era mais teimoso. Até agora nenhum venceu. O casal de velhinhos decidiu ver quem conseguia ficar mais tempo sem falar com o outro, decidiram já faz quase nove anos. Essa semana a velhinha viajou. Sempre que ela resolve viajar é a mesma história. O velho fica triste, o dia inteiro no quarto, ouvindo músicas antigas no rádio. A velha arruma mil e uma desculpas para voltar logo pra casa e acaba voltando muito antes do combinado. Os dois morrem de ciúmes, de saudades, de amor. Mas os dois são bicudos e não dão o braço a torcer. O casal de velhinhos vive assim, morrendo de amores, mas sem se dar por vencer. Você aposta em quem? Eu aposto no amor, acredito que um dia ela vença.

A cegueira do amor

Todos os sentimentos dos homens, reunidos num lugar da terra, tiveram uma idéia:
Vamos brincar de esconde-esconde?
A curiosidade sem poder conter-se perguntou:
Esconde-esconde?
O que é isso?
É um jogo, explicou a loucura, em que eu fecho meus olhos, conto até 100 enquanto vocês se escondem.
Quando eu terminar começo a procurá-los, e o primeiro que eu encontrar ocupa o meu lugar no jogo.

O entusiasmo dançou, a alegria deu tantos saltos que acabou convencendo a dúvida e até a apatia, que nunca se interessava por nada.
Mas nem todos participaram.
A verdade preferiu não se esconder.
A soberba opinou que era um jogo muito tolo e a covardia preferiu não se arriscar.

Um, dois, três...
Começou a contar a loucura.
A primeira a se esconder foi a pressa...
A fé subiu ao céu e a inveja se escondeu atrás da sombra do triunfo, que com seu próprio esforço tinha conseguido subir na copa da árvore mais alta.
O esquecimento... Não me recordo onde se escondeu...

Quando a loucura estava lá pelo número 99, o amor ainda não havia achado lugar para se esconder...
Até que encontrou um roseiral e decidiu ocultar-se entre as rosas.

- 100! Terminou de contar a loucura. E começou a busca. A primeira a aparecer foi à pressa.
Depois escutou a fé...
Num descuido encontrou a inveja e, claro, pôde deduzir onde estava o triunfo.

A dúvida foi mais fácil ainda.
Encontrou-a sentada numa cerca sem decidir em que lado se esconder.
E assim foi encontrando a todos:
O talento, nas ervas frescas;
A angústia numa cova escura...
Apenas o amor não aparecia.

Quando a loucura estava quase desistindo encontrou um roseiral, pegou uma forquilha e começou a mover os ramos.
No mesmo instante ouviu-se um doloroso grito.
Os espinhos tinham ferido o amor nos olhos.
A loucura não sabia o que fazer para se desculpar...
Chorou, rezou, implorou e até prometeu ser seu guia.

Desde então o amor é cego e a loucura sempre o acompanha.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Domingo

Pôr-do-sol numa rede da varanda. Brisa leve, pássaros cantando. Música baixa, lendo um livro que ganhei. Bom final para uma tarde de domingo!

Menos 'sem querer'

Quando pequenos gestos se tornam algo grande
As palavras podem vencer as grandes batalhas
Contra o medo, a cólera e a fúria que vem de fora.
Quando vocês se cansarem de fazer piada com o outro
Poderão ver que não há mais ninguém sorrindo.
Quando as feridas se curam as feras ainda são feras
Mas será que as Estrelas cadentes ainda são estrelas?
Que os seus olhos vejam o que o coração sente
Para que quem sabe toda essa gente possa
Agir muito menos ’sem querer’
Que sejam capazes de dizer:
Eu amo você!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Indecisa Libra

Fazê-la sofrer é uma coisa bem simples.
É inacreditável de tão fácil.
Pra fazê-la sofrer é só você falar: ‘Escolha você!’
Duas palavras e já ela está desarmada.
Desarmada e indecisa.
Indecisa Libra.
A indecisa Libra não se conforma em ter que escolher
um caminho e abrir mão de outro.
Porque que você acha que ela sempre anda com uma balança?
Indecisa Libra não é teimosa.
Indecisa Libra é muito teimosa.
Essa garota, Libra, não sabe ficar sozinha,
mesmo quando precisa ficar só.
A menina Libra fala sobre qualquer assunto,
nunca sabe a hora de parar de falar.
Senhorita Libra é sempre sincera,
ela acredita que se você pediu sua opinião
é porque está preparado para ouvir a verdade.
Fazê-la sofrer é uma coisa bem simples.
É inacreditável de tão fácil.
Pra fazê-la sofrer é só você falar: ‘Escolha você!’

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Não quero que seja um filme

Algumas vezes penso que a vida poderia ser como nos filmes. Nos filmes tudo se resolve tão rápido, tão fácil e de forma tão simples. Nos filmes as vidas têm noventa minutos.
Mas que graça teria viver a vida sempre com um roteiro nas mãos, com falas escolhidas, ações programadas. A vida perderia a graça, as surpresas é que [me] fazem bem.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Novas idades


Carambolas,
Frutas azedas,
Doces amargos.
Convites esquecidos,
Perdidos, recusados.
Cidades pequenas.
Desenhos sem traço.
Dois segundos...
Agora fale tudo!
Estantes estáticas.
Segredos contados
No horóscopo.
Quente frio da noite.
Som de vitrola.
Relógio sem horas.
Meninos poetas.
Águas-vivas cristalinas.
Não diga nada,
Só isso basta.
Amigos, humores,
Amoras, amores
Pode ser bem legal!
Pôr-do-sol em cores.