quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Folhinhas e calendários

Nessas trinta e cinco semanas foram escritas várias palavras para um blog que agora é subentendido. Poucas pessoas leram, mas o que importa, são apenas palavras. Durante esse tempo pessoas me magoaram, outras me fizeram felizes, me deram sorrisos, enxugaram minhas lágrimas. São tantas lembranças, textos escritos e não postados, horas perdidas tentando encontrar as palavras que teimaram e não vieram. Cinqüenta e nove postagens atrás eu pensava diferente, agia diferente, escrevia diferente, falava diferente, o blog era diferente. Vários meses se passaram e agora é madrugada do último dia do ano. Adoro as madrugadas, principalmente quando tem chuva, a de hoje está assim, adorável. Hoje eu perdi o sono, coisa que vem acontecendo cada vez com mais freqüência. Resolvi escrever, quem sabe a última postagem do ano, a de número sessenta. Parei um tempo, fiquei contemplando o silêncio, mas aquela voz na minha cabeça nunca fica calada. Ela fala tanto, fala muuuuuuito mais que eu. Resolvi escutar tudo o que ela tinha para me dizer e ela disse, até me ensinou a ligar o foda-se. Liguei. Hoje as pessoas vão desejar coisas para o novo ano. Eu vou desejar e fazer pelo menos uma coisa nova todos os dias. Vou te pedir ajuda, se você quiser pode enviar muitos itens para minha lista. Outro momento de silêncio. Fico por aqui deixando assim, subentendido.

Apenas mais uma de amor



Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Eu gosto do claro quando é claro que você me ama
Eu gosto do escuro no escuro com você na cama
Eu gosto do não se você diz não viver sem mim
Eu gosto de tudo, tudo o que traz você aqui
Eu gosto do nada, nada que te leve para longe
Eu amo a demora sempre que o nosso beijo é longo
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby, com você já, já

Mande um buquê de rosas, rosa ou salmão
Versos e beijos e o seu nome no cartão
Me leve café na cama amanhã
Eu finjo que eu não esperava
Gosto de fazer amor fora de hora
Lugares proibidos com você na estrada
Adoro surpresas sem datas
Chega mais cedo amor
Eu finjo que eu não esperava

Eu gosto da falta quando falta mais juízo em nós
E de telefone, se do outro lado é a sua voz
Adoro a pressa quando sinto
Sua pressa em vir me amar
Venero a saudade quando ela está pra terminar
Baby com você chegando já

Helena Elis

domingo, 27 de dezembro de 2009

Tema de Alice

Se eu não disser nada
Como é que eu vou saber
Onde fica a entrada
Do castelo do querer
Qual é a resposta
Me diga, então
Qual é a pergunta?
Se eu não disser nada
Como é que eu vou saber
Onde fica a chave
Do mistério de viver

Vou deixar que falem

Vou deixar que as canções falem por mim.
Que falem por mim e ponto.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009


“Há musicas que nos fazem querer dançar, músicas que nós fazem querer cantar junto, mas as melhores músicas são aquelas que nos levam de volta à primeira vez que as ouvimos...”

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Ainda é cedo

Uma pra ser trilha sonora

Nunca fiz essas loucuras que todo mundo faz. O tempo foi me empurrando e agora eu já não sei mais. Aquelas suas palavras me fizeram despertar, há muito tempo eu não dormia, mas não estava realmente acordada. Só hoje eu entendi que para recuperar o tempo perdido tenho que marchar com passos fortes. Não vou esperar mais nem um segundo, a partir de agora sou eu quem faço o meu futuro. Cresci tão depressa que demorei pra perceber. Hoje vou fazer a primeira cena, do filme que eu vou viver. Vou convidar as pessoas do meu coração para nesse momento cantar comigo uma canção, uma que toque fundo...

Hoje eu falei bastante

Sou falante, falo sem parar, falo quando deveria apenas me calar. Falo na hora errada. Falo quando estou calma, falo quando nervosa. Falo o mesmo mil vezes. Falo sobre tudo, de tudo um pouco. Falo dormindo. Não falo muito ao telefone. Deixo de falar algumas coisas. Fala quilos de besteiras. Esqueço o que ia falar. Começo a falar, mas, às vezes, não termino. Não sei como dizer, mas acabo dizendo. Guardo palavras, empresto outras. Quero me fazer entender sem ter que falar nada. Aonde foram parar todas aquelas palavras?

Previsão do dia

Hoje o dia vai ser perfeito
E tudo vai ser feito
Nada vai passar do ponto
Ninguém vai errar
Não haverá medo
Não vai faltar coragem
Lá no horizonte
Aquele lugar nos espera
E o inesquecível tornar-se-á
Pequeno perto do que teremos
O mundo ainda vai girar
Mas até o girar do mundo
Será melhor
Depois desse dia
Todos os outros serão melhores ainda.

Esquadros


Amei essa versão, Adriana e Renato, muito bom.

A História de Lily Braun

Composição: Edu Lobo/Chico Buarque

Como num romance
O homem de meus sonhos
Me apareceu no dancing
Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom

Ele me comia
Com aqueles olhos
De comer fotografia
Eu disse cheese
E de close em close
Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz

E voltou
Me ofereceu um drinque
Me chamou de anjo azul
Minha visão foi desde então
Ficando flou

Como no cinema
Me mandava às vezes
Uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilinguindo toda
Ao som do blues

Abusou do scotch
Disse que meu corpo
Era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces
Rubras e febris

E voltou
No derradeiro show
Com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus
Numa turnê

Como amar esposa
Disse ele que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no altar

Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz

Vírgula

Quarta noite três quartos cinco seis copos um dois pés a pé dez minutos para meia hora novos nove segredos números picados quase


inteiros vou comer um biscoito tem leite oito potes de sorvete consigo mais que cinquenta segundos quem foi o primeiro eu sei que foram muitas vezes mais duas calçadas uma esquina até hoje não houve



um só dia duas três pessoas e agora vou ali lá longe quem trouxe essas cestas de amoras agora que tal mudar a ampulheta e começar do zero.

Preto e Branco. Tudo é tão igual e tão diferente
Agora vejo em frente. Palavras soltas ao vento. Era tão bom aquele tempo. Várias coisas foram ditas
Será que faltou sinceridade? Eu não disse tudo. Disse a verdade.
Eu fugi só pra ver o pôr-do-sol.
Quando quis voltar achei que estava perdida... Não estava. O caminho mudou.

Ainda há tempo



Crianças crescidas, ainda são crianças.

Cada um com as suas

Três palavras fazem muita diferença, só três.

Só passei para dizer...

Hallo

Прывітаньне

Здрасти

Hola

Bok

Hej

Nazdar

Tere

Γεια

Cześć

Привет

Hi

Haigh

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Eu Não Existo Sem Você

Composição: Tom Jobim / Vinícius de Moraes

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer
Pois todos os caminhos me encaminham prá você
Assim como o oceano só é belo com o luar
Assim como a canção só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem só acontece se chover
Assim como o poeta só é grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor não é viver
Não há você sem mim, eu não existo sem você

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Livros Brancos

Hoje pensei em escrever várias coisas, mas após um longo tempo eu ainda tinha uma página em branco. Um grande vazio.























































Queria falar, mas não sabia o que dizer. Logo, não disse nada.

Nesse tempo onde temos que ser bons em tudo, esquecemos como expressar o que sentimos. Agora nós furtarmos palavras ‘de terceiros’ e a redundância faz parte. Plagiamos descaradamente. Viramos atores, fazendo remakes de outras vidas. Enfim, quando precisamos não sabemos o que dizer. Peço desculpas, mas tenho que dizer, todos ficamos um pouco idiotas. Ficamos horas esperando, mas apenas produzimos páginas em branco.

Eu vou ser diferente. Vou viver todas as páginas, para no fim, eu ter mais que um caderno branco em branco.