Nessas trinta e cinco semanas foram escritas várias palavras para um blog que agora é subentendido. Poucas pessoas leram, mas o que importa, são apenas palavras. Durante esse tempo pessoas me magoaram, outras me fizeram felizes, me deram sorrisos, enxugaram minhas lágrimas. São tantas lembranças, textos escritos e não postados, horas perdidas tentando encontrar as palavras que teimaram e não vieram. Cinqüenta e nove postagens atrás eu pensava diferente, agia diferente, escrevia diferente, falava diferente, o blog era diferente. Vários meses se passaram e agora é madrugada do último dia do ano. Adoro as madrugadas, principalmente quando tem chuva, a de hoje está assim, adorável. Hoje eu perdi o sono, coisa que vem acontecendo cada vez com mais freqüência. Resolvi escrever, quem sabe a última postagem do ano, a de número sessenta. Parei um tempo, fiquei contemplando o silêncio, mas aquela voz na minha cabeça nunca fica calada. Ela fala tanto, fala muuuuuuito mais que eu. Resolvi escutar tudo o que ela tinha para me dizer e ela disse, até me ensinou a ligar o foda-se. Liguei. Hoje as pessoas vão desejar coisas para o novo ano. Eu vou desejar e fazer pelo menos uma coisa nova todos os dias. Vou te pedir ajuda, se você quiser pode enviar muitos itens para minha lista. Outro momento de silêncio. Fico por aqui deixando assim, subentendido.
Ônibus 4010-32 (cont.)
Há um ano

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